Apesar de estarmos passando por um cenário bastante instável, devido ao novo Coronavírus, o ato de reduzir os custos não deve se restringir às emergências.

 

É evidente que após o surto do COVID-19, muitas empresas tiveram que entrar no “Modo econômico”, algumas reduzindo o número de funcionários e outras mantendo uma estrutura mínima para continuar as atividades.

 

Ao contrário do que muitos pensam, a redução de custos não deve ser uma saída somente em momentos de crise. Quando utilizamos de maneira estratégica e bem planejada, ela pode aumenta a eficiência da gestão consideravelmente.

 

Mas, afinal, o que precisamos saber para reduzir os custos? Ou como isso se aplica na prática? Vamos entender melhor?

Para começar,


O que é custo?

É muito comum as pessoas confundirem os conceitos de custos, gastos e despesas, pois, aparentemente, eles são bem parecidos. Mas, quando se trata de business, precisamos ter uma definição clara para não misturarmos.

 

A seguir, irei explicar brevemente sobre as definições das três.

 

  1. GASTOS:
    São todos os sacrifícios financeiros que uma organização precisa dispor para obter produtos ou serviços. (Despesas e custos pertencem a este grupo)
    Ex: Aquisição de matéria-prima.

  2. DESPESAS:
    São todos os insumos relacionados a parte administrativa e comercial  de uma empresa. É importante entender que esse valor não está atrelado a produção ou prestação de serviço, e sim com a estrutura de gestão da organização.
    Ex: Salário do funcionário, aluguel, comissão, propaganda e etc.

  3. CUSTO:
    São todos os insumos financeiros que uma empresa precisa para produzir os produtos ou prestar serviços.
    Ex: Energia elétrica, máquinas, materiais, mão de obra e etc.

Vale lembrar que o custo pode ser separado em dois tipos, o fixo e o variável.

Aproveitando que definimos o que ele é, vamos entender melhor as duas subdivisões também?

 

  • CUSTO FIXO:
    São os gastos que uma empresa terá independente do volume de produção, ou seja, permanecerá inalterado mesmo com a variação produtiva. Eles são cobrados periodicamente, a maioria é mensal.

Ex: Energia elétrica, conta de água, mão de obra e etc.

 

  • CUSTO VARIÁVEL:
    São gastos que se alteram conforme o volume de produção de uma empresa, ou seja, se a organização produzir mais, esse valor também aumentará.

Ex.: Matérias primas, comissões e etc.

 

Agora que você sabe a definição de cada um, vamos entender como podemos reduzir o custo na prática. É importante saber que os itens a seguir são alguns exemplos que trazemos, e não todas as opções disponíveis no mercado. 

 

Ah, também é relevante que você tenha ótimo entendimento sobre a sua empresa e de cada setor dela antes de colocar em ação. Se necessário, converse com os seus funcionários diretamente, pois há coisas que só quem trabalha sente ou entende.

 

Esse ato de coletar informações é muito importante para evitar um corte financeiro em um setor vital da empresa, além de te tirar do achismo.

 

Mas, enfim, vamos ver alguns exemplos que podemos aplicar na prática?

Tamanho da frase-chave

Como reduzir o custo?

Na Produção

Quando falamos de redução de custo na produção, os fornecedores são o fator chave para termos êxito. Aliás, ninguém consegue criar algo sem matéria prima, não é?

 

Para começar, pesquise todos os possíveis parceiros, para que você possa ter todas as opções em mão. Isso é importante para assegurar que você fará a escolha mais eficiente.

 

A seguir, compare o custo-benefício de cada uma. Para isso, levante os dados como preço, qualidade, frete e desconto (caso compre em massa).

 

É fundamental ter vários parâmetros para comparar uma empresa. Afinal, não adianta escolher a mais barata, se a qualidade do seu produto final for comprometida.

 

Além disso, uma outra prática boa é ter parceiros no momento da compra. Entre em contato com as empresas vizinhas, e verifique se há produtos que vocês compram em comum, pois a tendência é que a compra em grande quantidade se torne mais rentável.

 

Por fim, e não menos importante, é a manutenção periódica das máquinas utilizadas. Isso é fundamental para prevenir gastos inesperados. Para isso, instrua os funcionários a usarem os equipamentos corretamente e conscientemente.

 

Na Comercialização

Uma outra oportunidade de diminuir o custo está na parte de comercialização, principalmente na gestão de estoque.

 

É muito comum as empresas sentirem dificuldade em ter eficiência neste assunto, pois é uma tarefa complexa que envolve vários fatores. Mas, em outra perspectiva, significa que há uma margem de melhoria. 

 

Um exemplo de sucesso com esse tipo de otimização, é o caso da Toyota, que utilizou o método Just in time (JIT), que é uma forma de manter o mínimo possível de estoque.

 

Mas, para começar, é importante analisar o seu estoque atual e suas características. Para isso, fique atento na rotatividade dos produtos. Em seguida, identifique os produtos que possuem um baixo giro. 

 

Os produtos de baixo giro são aqueles que ficam muito tempo parados no armazenamento, ocupando espaço. Correndo o risco de se desvalorizar ou se tornar obsoleto devido ao tempo. 

 

Após identificar esses tipos de itens, é interessante tomar algumas atitudes, como diminuir a produção deles ou pensar em uma estratégia para aumentar o giro.

 

Fazendo isso, você estará um passo mais perto de reduzir o custo dos produtos.

 

No dia a dia

Falando até aqui, otimizar o custo parece ser algo complexo e trabalhoso, não é?

Mas, fique tranquilo, pois  é totalmente viável começar com pequenos atos conscientes.

 

Muitas empresas acabam perdendo dinheiro sem perceber no cotidiano. Isso acontece porque muitas vezes não dão a atenção necessária para os detalhes da rotina de trabalho.

Antes de começar, gostaria que você pensasse comigo. Quantos copos plásticos você usa para tomar água ou para aquele cafezinho? Ou, quantos papéis acabam sendo descartados por um erro de impressão?

 

Se você teve um estalo na cabeça com essas perguntas, você pensou certo. Sim, esses atos pequenos que aparentemente são irrelevantes, contribuem para reduzir os custos em uma empresa, principalmente a longo prazo.

 

Por isso, sempre que possível, recomende a cada um trazer o próprio copo de casa, 

utilizar de rascunho as impressões que deram errado, usar o ar condicionado com temperaturas adequadas, e por aí vai (A ADECON já pratica isso, e dá muito certo. Além de de estar contribuindo para o meio ambiente).

 

Enfim, o importante é você adaptar conforme a sua realidade, sem deixar o ambiente desconfortável.


Ahh, lembrando que a ADECON criou um ebook sobre redução de custo. Caso queira saber mais sobre esse assunto, é só clicar no “baixar o ebook”.

Chegou a hora de colocar a mão na massa

Agora que você já sabe várias saídas para otimizar os custos e aumentar a margem de lucro da sua empresa, chegou a hora de colocar em prática.

 

No começo, pode ser um pouco difícil, mas com certeza esse esforço valerá a pena. 

As consequências de uma redução de custo estratégica e planejada é a possibilidade de diminuir os preços dos produtos, tendo maior competitividade, e por consequência aumentando a receita.

 

Imagine você oferecendo um produto ou serviço de altíssima qualidade com um valor acessível. É isso que acontece quando reduzimos os custos estrategicamente.

 

Então, comece agora! Mesmo sendo algo pequeno.

É melhor feito do que perfeito!

 

Ah, e se precisar de ajuda, a ADECON estará a disposição!
Para entrar em contato conosco, clique no “falar com um consultor”.

Posts relacionados